6 de outubro de 2015

Governo manterá investimentos

Direto da Redação do Correio do Tocantins.

Em visita ao Jornal CORREIO na sexta-feira (2), o deputado federal Zé Geraldo, do PT, e o deputado estadual pela mesma legenda, Dirceu ten Caten, foram unânimes ao afirmar que o governo da presidente Dilma vai manter os investimentos prometidos para Marabá e outros municípios da região de Carajás, dentre os quais a Derrocagem do Pedral do Lourenço, que vai permitir a trafegabilidade na hidrovia Araguaia-Tocantins.
“Não haveria sentido em construir eclusas e portos, asfaltar a Transamazônica, como esta sendo feito, nem a Cuiabá-Santarém, e não remover essa barreira natural que torne a hidrovia Araguaia-Tocantins uma realidade e traga desenvolvimento para essa região”, afirmou Zé Geraldo.
Os dois parlamentares vieram à região para participar, juntamente com o ministro dos Portos, Helder Barbalho, da entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida em Jacundá, que ocorreu na tarde de sexta.
Segundo Zé Geraldo, a obra da derrocagem que, a princípio, havia sido retirada do Projeto de Infraestrutura e Logística (PIL), anunciado no primeiro semestre deste ano, será mantida apesar das restrições impostas pelos cortes no Orçamento.
“O Governo Federal tem só 9% do que arrecada para investir em obras de infraestrutura, o resto são despesas obrigatórias com folha de pagamento, forças armadas, FPE e FPM. Desse percentual, 3,5% vão para programa sociais, como o Bolsa Família, e 3,5% para o PAC. Portanto, a margem de manobra para investimentos é pequena”, explica.
O parlamentar disse ainda que essa situação é agravada pelo momento de baixa internacional no preço de commodities como petróleo e minério. “O petróleo caiu de 128 U$ o barril para menos de 50 $, e o minério de 140 U$ a tonelada para menos de 50 $”, avalia.
Para o deputado estadual em primeiro mandato, Dirceu ten Caten, herdeiro político da ex-deputada Bernadete ten Caten, o derrocamento do Pedral sofreu atrasos porque não tinha projeto. “Isso foi corrigido. O último ajuste foi feito pela Marinha e a obra está pronta para ser licitada. Mas as pessoas precisam saber que a empresa que ganhar terá pelo menos dois anos pela frente para providenciar os licenciamentos [ambientais] da obra, e outros dois anos pra construir. Logo, nossa expectativa é de que tudo esteja concluído até 2019”, informou.

(Da Redação)

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