Iniciou-se no último dia 17 e prossegue até 15 de outubro a Campanha Nacional Hanseníase e Geo-helmintiase,
cujo objetivo é a redução das doenças parasitais intestinais e o
diagnóstico precoce da hanseníase. A hanseníase é uma doença crônica,
infectocontagiosa, cujo principal agente etiológico é o Mycobacterium leprae, que atinge pele e nervos periféricos podendo levar a sérias incapacidades físicas. Já as verminoses - Geo-helmintiase - são infecções no intestino provocadas por parasitas tais como: Ascaris lumbricoides (lombriga), Ancilostomideos (amarelão) e Trichuris trichiura (verme chicote).
As verminoses podem causar sérios problemas de saúde, como anemia,
perda de peso, dores abdominais, sangramentos intestinais e diarreias
frequentes. Além disso, as crianças podem ter retardo no crescimento e
dificuldade de aprendizagem.
Em Marabá, 110 escolas de Ensino Fundamental da rede pública
municipal, das zonas urbana e rural, foram selecionadas para participar
da campanha.
Assim, até 15 de outubro, equipes técnicas de Postos de Saúde da área
de abrangência dessas escolas estão visitando os estabelecimentos de
ensino, proferem palestras sobre a hanseníase e distribuem um formulário
para que cada aluno, com idade entre cinco e 14 anos, leve para casa.
Os pais preenchem esse formulário, que contém perguntas e um desenho
cujas respostas podem identificar sintomas da hanseníase, como manchas
ne pele em determinadas parte do corpo e outras. O questionário será
devolvido aos técnicos que avaliarão as respostas e, em caso de suspeita
da doença, os pais ou responsáveis pela criança serão notificados pelo
Centro de Saúde para iniciar o tratamento.
No caso da campanha de prevenção à Geo-helmintiase, os técnicos dos
Centros de Saúde ministram o medicamento Albendazol às crianças, na
própria escola.
De acordo com a enfermeira Raianny de Sousa, Coordenadora dos
programas de Hanseníase e Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde
(SMS), a campanha de hanseníase busca descobrir novos casos da doença
entre os alunos e rastrear adultos doentes uma vez que, caso haja
criança infectada, existe um foco da doença próximo a ela. Em 2014,
foram detectados 12 casos de hanseníase em Marabá.
Para Rayanni, é preciso que haja uma conscientização, a respeito da
importância de dar continuidade ao tratamento e tomar os remédios no
horário, fazer os exames complementares e de acompanhamento até o fim do
tratamento para a obtenção da cura, no caso dos pacientes faltosos na
área coberta pelo programa saúde da família.
FONTE: ASCOM / PREFEITURA DE MARABÁ

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